3 crenças que colocam você em perigo na internet

A internet, ao mesmo tempo em que nos conecta, nos coloca em risco

Conectados. Essa talvez seja a palavra que melhor nos define nos últimos anos. Segundo dados do IBGE, somente no Brasil, já são mais de 116 milhões de pessoas com acesso à internet. A evolução das redes, em conjunto com as recentes novidades tecnológicas criam cada vez mais um ambiente propício para que pessoas de todo o mundo possam estar sempre ligadas e interligadas.

O cenário, porém, não é tão simples quanto parece. A internet, ao mesmo tempo em que nos conecta, nos coloca em risco. Uma simples desatenção dentro do universo digital pode ser fatal para que dados sejam perdidos ou roubados em questão de segundos.

Existem diversos riscos que podem afetar os usuários em ambientes inseguros, como redes Wi-Fi desprotegidas, download de arquivos desconhecidos ou não oficiais e até mesmo a falta da utilização de um software antivírus. No entanto, a maior ameaça é acreditar que não corre riscos.

“Sou experiente nas redes, portanto, nunca serei infectado”

Uma crença bastante propagada é a de que quem usa a internet há muito tempo sabe todas as práticas e nunca sofrerá um ataque virtual. Ledo engano. O usuário que corre os menores riscos no ambiente digital é o que compartilha menos dados e informações. Não são raros os relatos de pessoas que tiveram suas informações sequestradas ou perderam seus dados após ataques maliciosos por não estarem atentas às questões básicas de segurança.

Segundo pesquisa da ESET, usuários assíduos de computador recebem em média, novas ameaças de phishing a cada 20 minutos. Phishing é um tipo de ataque que busca roubar dados e informações pessoais importantes por meio de falsas mensagens ou promoções. Um exemplo foi um golpe propagado por WhatsApp em que a mensagem prometia um suposto pagamento retroativo do benefício do FGTS. Essa ameaça recebeu mais de 135 mil cliques em 2017, e muitas pessoas informaram dados pessoais sigilosos acreditando na promessa.

“Quem iria se interessar por meus dados? Sou uma pessoa comum”

Um pensamento bastante usual é que fraudadores só se interessam por pessoas ricas. Afinal, quem iria invadir uma conta bancária vazia? Isso faria sentido se não fosse o fato de que basta ao criminoso ter acesso a dados simples como nome, RG e CPF, para que ele possa abrir um crediário, fazer empréstimos e até pedir cartão de crédito em nome da vítima. Então, é melhor pensar duas vezes antes de fornecer o número do seu CPF para ter acesso àquele ebook interessante.

“Os termos de uso são todos iguais. Não tenho tempo para isso”

Um exemplo de como essa crença é disseminada foi uma ação realizada pela empresa britânica Purple, fornecedora de Wi-Fi e hotspots grátis para lojas e áreas públicas, a fim de conscientizar a população das consequências de não ler os termos e condições de uso presentes nos contratos. Em uma das cláusulas para o acesso à internet, o usuário concordava em cumprir mil horas de serviço comunitário. Duas semanas depois, a companhia anunciou que cerca de 22 mil pessoas aceitaram o compromisso e somente um usuário havia percebido a pegadinha.

A ação bem-intencionada chamou a atenção para a como nos expomos sem perceber. Em março de 2018, um escândalo envolvendo a empresa Cambridge Analytica, acusada de roubar os dados de mais de 270 mil usuários e de seus contatos para fins eleitorais nos EUA acendeu o debate sobre o compartilhamento de informações. Estima-se que a companhia teria obtido os dados de mais de 87 milhões de pessoas por meio do app This is your digital life, que coletava informações no Facebook. A discussão causou grande repercussão, e o que chamou muito a atenção foi o fato de que muitas pessoas mostraram-se surpresas ao descobrir que elas próprias haviam permitido essa coleta quando aceitaram os termos de uso do app.

Essas discussões evidenciam que ainda há muitas dúvidas e, portanto, existe a necessidade de aprofundamento sobre as consequências dos comportamentos de risco na internet, conscientizando o usuário sobre sigilo e compartilhamento de informações nas redes.

A melhor arma é a informação. Além de evitar a interação com links desconhecidos e usar soluções antivírus em seus computadores, os usuários devem ficar atentos a quais informações estão sendo compartilhadas online e ter em mente que não estão imunes a ataques simplesmente por serem desinteressantes ou por serem mais experientes. Reservar um tempo para entender de forma mais aprofundada as nuances da segurança da informação é uma maneira essencial de se manter seguro.

Fonte: Olhar Digital

 

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